O lenhador
Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Divinópolis
Texto sobre a relação do filme “O Lenhador”, com a teoria das pulsões de Freud.
Divinópolis
Novembro, 2009
Analise do filme “O Lenhador” com base na teoria sobre Pulsões - Sigmund Freud
É muito difícil falar no sentido sexual de nossos atos, sem estarmos nos reportando aos conceitos psicanalíticos, principalmente no que diz respeito segundo Freud, aos conteúdos inconscientes, atos involuntários, aquilo que nos escapa, mas que ainda assim, possui um sentido e busca a revelação de um desejo. Freud (1905) em sua obra “Três Ensaios sobre a Teoria sexualidade” define a sexualidade como essencialmente polimorfa, aberrante, pois a pulsão sexual visa não à reprodução, mas a satisfação. Colocando a inocência da infância em questão, devido a um desenvolvimento precoce, concluindo que todos estão em plano de igualdade, na medida em que essas experiências se iniciam na infância e seguem seu percurso até a vida adulta. Para a psicanálise, a sexualidade é forjada nos processos de identificação com os objetos amorosos, nas primeiras experiências de vida, sendo que estas experiências permitirão a cada um em sua particularidade, construir formas preferências de satisfação em relação a esses objetos. Analisando as cenas do filme “O Lenhador” comparando com os estudos sobre as pulsões, podemos perceber que em vários momentos o personagem Walter que vive um pedófilo, foi tomado pela pulsão de vida, isto porque a pulsão é uma força constante que está sempre atuando. Momentos estes retratados quando em terapia ele clama pela necessidade de ser normal, quando decide viver um relacionamento amoroso com Vicki, e mais ainda quando decide ir morar com ela, demonstrando seu desejo em seguir em frente da melhor forma possível, em busca de desenvolvimento conduzido pelas forças mentais em desejar ser