o inicio da carreira docente
O início da carreira docente é marcado por momentos decisivos e críticos para continuação ou para o abandono da profissão, isto dependerá, obviamente, do comportamento de cada sujeito, de suas limitações, determinações, dedicação e de como sua identidade se constitui no decorrer do tempo. Não distante disso, está também à responsabilidade com a formação desses profissionais, principalmente, em desvelar os dissabores da docência e levar à discussão temas, como o choque da realidade, problemas enfrentados por professores iniciantes, formação continuada, entre outros.
A profissão docente é uma, entre poucas profissões, em que o professor é “lançado” no mercado de trabalho sem obter um maior acompanhamento sistemático por parte da coordenação pedagógica e direção escolar. Às vezes, até mesmo os colegas de trabalho se voltam para o iniciante com rispidez, falta de companheirismo e parceria, dificultando o relacionamento no ambiente escolar e dificultando ainda mais o processo inicial da carreira. (HUBERMAN, 2000). Para o autor, estudioso da carreira e ou ciclo de vida do professor, esse período que se estende até o terceiro ano de docência, é denominado de período de “sobrevivência e descoberta”. A sobrevivência caracteriza-se pela vivência da complexidade da docência e pelas discrepâncias entre o que foi idealizado na formação inicial e a realidade da sala de aula.
A descoberta está ligada intrinsecamente com o sentimento de realização do iniciante, de ter a sua própria classe, seus alunos e de ser agora, um profissional na área da educação. De acordo com Nono (2011, p. 17), “(...) sobrevivência e descoberta caminham lado a lado no período de entrada na carreira”, embora possam ser sentidas de maneiras diferentes.
Para alguns, o início gera grande expectativa de mudança e isso acaba fortalecendo seus ideais; para outros, essa fase é tão desestimulante que se torna um período muito difícil. Após a sobrevivência e a descoberta, uma