o idoso institucionalizado
Evolução do contexto de família e a situação do idoso na sociedade
Nos últimos cinquenta anos, no Ocidente, a família modificou a sua estrutura e organizou-se de diversas formas tendo em conta os novos valores vigentes.
O tradicional conceito de família pode definir se como o conjunto de pessoas que coabitam no mesmo local verificando-se relações de parentesco entre si. Este tipo reportava-se a uma família geralmente extensa (constituída por avós, maternos, paternos ou ambos, pais, filhos e outros parentes), apresentando um elevado número de indivíduos de várias gerações, onde se verificava uma entreajuda.
Os idosos dos dias de hoje nasceram em contextos familiares com valores culturais e funções sociais diferentes relativamente à atualidade. A família tinha então, o dever de cuidar dos mais idosos valorizando-os e respeitando-os. A estrutura familiar obedecia a um conjunto de papéis e funções que estavam bem definidas para cada elemento familiar. No entanto, com as alterações na sociedade passámos de famílias numerosas para famílias nucleares, integradas apenas por pais e filhos que vivem no mesmo lar.
A função protetora da família da modernidade passou, nos nossos dias, a ser partilhada com organizações ou instituições cuidadoras ou prestadoras de serviços. Normalmente, por questões económicas, ambos os elementos do casal exercem uma profissão que os afasta de casa. Torna-se necessário entregar os filhos no infantário ou na creche ou, em alguns casos, deixá-los com os avós. Aqui, ainda os avós têm um papel ativo de educadores e o seu saber é apreciado. Contudo, quando o idoso se torna dependente e/ou doente e/ou quando perde o companheiro de vida torna-se mais frágil e por vezes solitário, particularmente quando está afastado de outros familiares ou quando fica na solidão. É nestas situações que poderá surgir a Institucionalização.
A Institucionalização
A institucionalização traduz-se na prestação de serviços (como o alojamento e a