O homem e pos estruturalismo
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Introdução As pesquisas organizacionais que realizam a análise do campo subjetivo baseiam-se, em sua maioria, no fato de que o homem é autônomo e que seu discurso necessita ser interpretado, para que se consiga retirar, descobrir, analisar e entender o seu verdadeiro significado. Significado este que se apresenta escondido e oculto à primeira vista, uma das pertinentes questões para os estudos organizacionais na atualidade é: como o conceito de homem contido no pós- estruturalismo pode ser utilizado para se compreender os fenômenos organizacionais? No período arqueológico, Foucault (1972,1999q, 2002, 2003b, 2003b) procura analisar o homem como sendo constituído por um sistema autônomo, e tem como principal objetivo, estudar e “generalizar inter-relações conceituais capazes de situar os saberes constitutivos das ciências humanas, sem pretender articulares as formações discursivas com as praticas sociais”. Na genealogia que Foucault explicará a possibilidade da constituição dos saberes a partir de determinadas condições externas ao próprio saber, trazendo para a analise do homem os dispositivos políticos e históricos de questões relacionadas ao poder. A escola clássica ou cientifica da administração desenvolvida inicialmente por Taylor e aperfeiçoada por Ford e Fayol, foi o primeiro passo para o desenvolvimento da administração de uma forma sistemática. Isto não significa que a administração nasce com Taylor, pois desde o modo de produção asiático já existiam praticas administrativas. A sistematização da administração é acompanhada com um maior controle sobre o homem, e começa a criar técnicas e mecanismos de controle com um único objetivo: o aumento da produção e, consequentemente, do lucro das organizações. No taylorismo, fordismo e no pensamento de Fayol, o homem é denominado de “homo economicus”; é visto como um sujeito passivo e previsível. O comportamento humano é considerado como algo uniforme e homogêneo, em que apenas incentivos