O fim da arte
Para Hegel a arte moderna havia perdido seu status de arte, como possuía na idade clássica ao fazer menção as obras, principalmente a escultura grega antiga, e sua capacidade de explicar e narrar a história da sociedade grega, e no renascimento à pintura alcança um status parecido ao da escultura grega ao retratar os temas religiosos tão caros para aquela sociedade marcada pela expansão e dominação do cristianismo, logo para a compreensão da arte devemos nos ater a história da arte, diferente de Kant, Hegel via o belo artístico com superior ao belo natural.
Em Cursos de Estética, Hegel começa o capítulo sobre pintura fazendo um comparativo entre a escultura e a pintura e como a segunda tem um caractere mais elevado que a primeira, exemplifica como Deus na escultura aparece com mero objeto, porem na pintura como divino em si, suponho que pelos elementos da pintura, como a possibilidade de construir uma iluminação, cenário, entre outros, dê essa possibilidade.
Segundo a dialética hegeliana o espírito se divide em três estados, espírito objetivo, espirito subjetivo e espirito absoluto, este último seria a reconciliação do espírito com ele mesmo, desse modo a arte, religião e filosofia são as três formas que há para o espírito reconciliar-se consigo e desse modo nos termos de Hegel ocorrerá o progresso da História que, grosso modo é o desenvolvimento do espírito e aumento progressivo da liberdade, para ele na modernidade se mostra seu expoente de maior liberdade, onde a arte torna-se obsoleta por conta do crescimento da importância e legitimidade alcançados pelo conhecimento cientifico.
Ao passo que a arte se torna obsoleta, desnecessária, cresce em importância a ciência que estuda a arte (história da arte, filosofia da arte, crítica de arte), pois quando a arte decresce em importância cresce a reflexão intelectual torna-se mais latente para a compreensão da obra de arte, por esse motivo a arte moderna precisa, mais do que