A representação segundo Peirce
1537 palavras
7 páginas
A representação segundo Peirce Charles Sanders Peirce (1839-1914), considerado o pai da semiótica, pretendia uma teoria geral da representação. Observamos, na obra de Peirce, a divisão dos signos em Ícone, Índice e Símbolo, referindo-se a uma doutrina dos signos. Peirce, de um modo geral, tende a compreender como signo algo que esteja no lugar de um ausente. Um signo é aquilo que sob determinado aspecto representa algo para alguém. Vai ao encontro de alguém, criando na mente desta pessoa um outro signo. O signo é uma representação de seu objeto. Assim, por exemplo, uma pegada é um signo da ação de caminhar, do mesmo modo que a palavra CASA é o signo de algo que está ausente, é signo da idéia de casa ou do conjunto das casas existentes. Entretanto, existem diversos tipos de signo para Peirce e esses exemplos dados representam instâncias diferentes do processo de representação, ou melhor, diversas maneiras com que cada signo se relaciona com seus objetos de representação. Quando falamos dessas diferentes classificações atribuídas por Perice, trata-se da tricotomia dos signos, onde Peirce dividiu os signos em ícone, índice e símbolo. É válido ressaltar ainda que o processo de significação, para Peirce, é um processo de sucessivas interpretações. Para ele, um signo gera outro e outro, sendo que o segundo signo formado nessa cadeia é sempre o “interpretante” do primeiro, e assim por diante. Em sua teoria geral da representação, Peirce levanta algumas tipologias dos signos. A que vou tratar nesse trabalho diz respeito à relação entre o signo e o seu respectivo objeto de significação. É precisamente aí que surge a conhecida tricotomia de Peirce, onde os signos se dividem em índice, ícone e símbolo, como já introduzi anteriormente. Segundo Peirce, um índice é um signo que se refere ao objeto em virtude de ser afetado pelo mesmo. Dessa forma, o índice é um signo que está fisicamente conectado com seu objeto, como é o caso da pegada na areia, como índice de