A Perspectiva do Ensino de História na EJA
Renata coelho Nogueira1
Introdução
Dissociada da realidade social, a disciplina História não faz mais do que reproduzir um conhecimento desarticulado, despolitizado, fragmentado e cada vez mais tomado como prática educativa que desenvolve nos alunos o mito da “memória nacional” com seus heróis e vilões. O ensino de História para EJA deve contribuir para o resgate dos valores humanísticos que vêm sendo desvalorizados no contexto atual das sociedades capitalistas, como por exemplo, a ética, a cidadania e a educação como direito de todos.
A experiência docente
Durante dois anos e meio, fui professora de História na modalidade EJA, (Educação de Jovens e adultos) em escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. Sinto-me assim à vontade para falar dos meus anseios e expectativas em relação a esse público. Aceitei o desafio de trabalhar com essa modalidade de ensino e a partir desta oportunidade, dediquei-me, ainda que a escola não oferecesse adequadamente condições físicas, materiais e pedagógicas. A realidade das escolas em que trabalhei correspondia a alunos, em sua maioria, carentes emocional e materialmente, além de alguns ainda estarem envolvidos no mundo das drogas e do crime. Ainda assim não devemos deixar de levar em consideração também os anseios e expectativas desses alunos: alguns estavam estudando pela busca do conhecimento; outros pela necessidade de se ter um diploma para uma promoção no emprego; outros eram obrigados pelos pais, enquanto outros almejavam uma participação político-social mais ativa. A partir desse contexto, organizei as aulas de forma dinâmica, buscando sempre no processo de ensino aprendizagem interagir com os alunos, ao mesmo tempo, incentivando a consciência crítica dos mesmos. O grande desafio, no entanto, era avaliá-los.
O processo avaliativo
O termo avaliar tem sido associado a expressões como: fazer prova,