A linguística textual
Segundo Bakhtin (filósofo russo) (1986: 162), “o texto só ganha vida em contato com outro texto (com contexto). Somente neste ponto de contato entre textos é que uma luz brilha, iluminando tanto o posterior como o anterior, juntando dado texto a um diálogo. Enfatizamos que esse contato é um contato dialógico entre textos... por trás desse contato está um contato de personalidades e não de coisas”.
Dessa forma, o nosso trabalho aqui vai ser analisar, com o auxílio de muitos exemplos, essa necessária presença do outro naquilo que dizemos (escrevemos) ou ouvimos (lemos), procurando dar conta dos dois aspectos desse fenômeno a intertextualidade em sentido amplo (lato sensu), constitutiva de todo e qualquer discurso, e a intertextualidade stricto sensu, atestada pela presença necessária de um intertexto.
Conceitos de Intertextualidade:
De acordo com o Dicionário de linguagem e linguística de Trask (2004): O conceito de intertextualidade foi introduzido na década de 1960, pela crítica literária francesa Julia Kristeva.
Salienta ainda o Dicionário que “a intenção de Kristeva tem aplicação mais ampla: ela encara cada texto como constituindo um intertexto numa sucessão de textos já escritos ou que ainda serão escritos” (p.147).
Segundo Kristeva (1974), qualquer texto se constrói como um mosaico de citações e é a absorção e transformação de um outro texto (p. 60).
Nessa mesma linha de pensamento, Greimas (linguista lituano) (1966) afirma:
O texto redistribui a língua. Uma das vias dessa reconstrução é a de permutar textos,