A importancia do brincar na terceira infancia.
A noção do brincar e as ações lúdicas existentes no comportamento infantil permeiam o comportamento humano desde seus primórdios de existência, é uma condição que acompanha a nós e nos caracteriza e singularizar através da cultura nosso comportamento e costume. A mesma traz facetos que estão inseridas dentro do contexto social e as transmitem fazendo a brincadeira percola dentro de gerações e gerações traduzindo a sua realidade sócia pré-existente.
Durante a historia da humanidade as crianças nem sempre foram consideradas nas sociedades e nem foram representadas na arte, porque não conseguiam sobreviver. Eram muito grandes os índices de mortalidade infantil, dada a falta de higiene e de alimentação. Como muito bem colocou Áries (1981) faziam-se muitos filhos para que poucos sobrevivessem.
Entre os povos primitivos, cuja principal característica era o nomadismo, as famílias evitavam ter mais do que quatro filhos, dada a dificuldade que se tinha em carregá-los e alimentá-los por ocasião dos deslocamentos.
Apesar da dificuldade em conhecer as diferentes infâncias e como viviam as crianças nos distintos povos, o pouco que se sabe sobre elas deve-se aos objetos que utilizavam e às atividades que mais praticaram em suas vidas, ou seja, seus brinquedos e suas brincadeiras. Deve-se ressaltar, porém, que grande parte das brincadeiras teve origem nos costumes populares cujas práticas eram mais realizadas pelos adultos do que pelas próprias crianças, mostrando assim o desconhecimento da infância. Mas é importante salientar, que as brincadeiras infantis que ainda persistem em todo o mundo são quase sempre jogos muito simples e divertidos. Não demandam objetos, desenvolvem muitas habilidades e, historicamente, se originaram de práticas culturais e religiosas realizadas pelos adultos ao longo dos tempos.
Tendo em vista essa compreensão fez necessário entender como a brincadeira é importante no contexto infantil (principalmente na terceira infância) e