A historia da SADCC
1. INTRODUÇÃO
História moderna tem sido caracterizada pela formação de blocos de países como estratégia de autodefesa e desenvolvimento socioeconômico. Mais marcadamente, os exemplos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Européia (UE) têm sido determinantes. Na África, essa mesma tendência pode ser identificada na criação da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS), que têm sido consideradas determinantes na integração regional econômica africana. A SADC tem ampliado o número de países participantes na comunidade, indo dos nove originais para 14, bem como o âmbito e a natureza de seus objetivos. No entanto, ainda enfrenta desafios em termos de integração, dadas as disparidades e os variados níveis de estabilidade e democracia entre os países membros.
1.1. Breve historial da SADCC
O período de transição da década de 1960 para a de 1970 foi marcado por maciça revolta política no continente africano. Foi o tempo da descolonização e independência, e esse movimento ocorreu com relativa rapidez na maioria da África.
No entanto, na África do Sul, onde a presença do colonizador era considerável, houve resistência à descolonização. Em consequência da resistência do colonizador, a luta pela independência assumiu uma estratégia totalmente diferente, das negociações políticas ao confronto militar, de países como a Rodésia (Zimbábue), África Oriental Portuguesa (Moçambique), África Ocidental Portuguesa (Angola), África do Sul e Namíbia. Consequentemente, a Organização de Unidade Africana (OUA) decidiu estabelecer um Comitê de Libertação, sediado em Dar Es Salaam e liderado pela Tanzânia. No cumprimento de suas responsabilidades como base do Comitê de Libertação, a Tanzânia reuniu Estados, que se tornaram conhecidos como Estados da Linha de Frente (países vizinhos aos locais onde havia resistência).
Foram o Estados da Linha de Frente