A CENSURA DENTRO DA IMPRENSA DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL
ISABELA RIBEIRO GOMES
THAMIRES ARAÚJO DE SOUZA
A CENSURA DENTRO DA IMPRENSA DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL
AVARÉ
2014
Sumário
Introdução 3
A Censura 5
As Consequências da Censura 9
Conclusão 11
Bibliografia 13
Introdução
Desde a primeira Constituição escrita por D. Pedro I em 28 de agosto de 1821, a liberdade de imprensa é algo assegurado pelo Estado do Brasil. No dia 6 de setembro de 1972 a Polícia Federal surge com o ultimato: "Está proibida a publicação do decreto de D. Pedro I, datado do século passado, abolindo a Censura no Brasil. Também está proibido qualquer comentário a respeito".
Em 1930 ela já havia sido utilizada durante o governo de Getúlio Vargas para manipular informações, vetar a chegada delas ao povo e ainda querer ajeitar a cara que o governo iria apresentar o Brasil, apenas com as coisas favoráveis. Com o Golpe Militar de 1964 essa manipulação retorna com mais severidade ainda.
Jornais e revistas esperavam o momento que teriam suas redações fechadas ou até mesmo, destruídas pela polícia por terem tomado um lado contra o governo. Filmes, músicas e peças de teatro começaram a serem obrigados a passar por uma banca avaliadora antes de serem lançados, para obtenção da autorização que levaria essas produções até o público.
A censura não ocorreu de forma igual para os meios de comunicação e as produções artísticas. Chegava à imprensa por bilhetinhos e telefones, mandando ordens e impedindo o lançamento de informações que não eram favoráveis ao governo. Nas produções artísticas ela já era legalizada e conhecida pelos produtores de teatro, de cinema, por artistas e músicos desde 1945 e tinha por objetivo proteger e garantir os bons costumes e moral da sociedade.
Ela não foi dura e repressiva durante todos os 21 anos de ditadura militar no Brasil. Ocorreram momentos em que ela foi mais intensa do que outros, como no início do novo governo em 1964 e durante a chamada “Linha Dura”, após o lançamento