Wilson simonal
Gisele Caldeira Sena Martins[2]
Tatiane Kely Ribeiro[3]
RESUMO
O objetivo deste artigo é examinar a visão das pessoas sobre Wilson Simonal após 40 anos de seu sucesso. Nosso intuito é desenvolver essa pesquisa através de blogs, e falar sobre o período da ditadura militar, que serviu de pano de fundo para a decadência do cantor, que de uma forma inesperada se viu acusado de delator do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), crime imperdoável nos tempos da ditadura.
Palavras-Chave: Dops, blog, ditadura.
INTRODUÇÃO
O período da ditadura militar teve inicio na década de 60 no Brasil. Nesta época o país vivia um contexto de crescimento econômico, movimentos artístico-cultural de jovens e intelectuais e formação de grandes redes de televisão, por exemplo. Neste artigo abordaremos qual a visão do público de Wilson Simonal e da classe artística após 40 anos de seu sucesso e a visão do meio artístico, jornalístico e intelectual de 1971, época em que o cantor Wilson Simonal foi noticiado no jornal Pasquim de delator do DOPS. O objetivo do organismo era controlar e reprimir movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder. Tal como foi e é visto, considerado e julgado tanto pela classe artística e por seu público como pelos blogueiros e comentaristas. O documentário Wilson Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, de Cláudio Manoel (2008), trata da ascensão de Simonal um jovem pobre e negro que descobre ainda no Exército a vocação para cantar. Esta biografia-musical traz à tona o drama do preconceito e do racismo vivido por este e até mesmo a prepotência do cantor ao lidar com o sucesso e a fama. Pois, é no auge de sua carreira que a trama se desenrola sob os auspícios da ditadura militar, que serviu de pano de fundo para a decadência do cantor Wilson Simonal, que de uma forma inesperada se viu acusado de delator do DOPS[4], crime imperdoável, no escândalo que envolveu seu