urbanismo
A APOLOGIA, ou DEFESA, é a versão de Platão (seu discípulo durante oito anos) e consiste no discurso de Sócrates perante o júri ateniense que o condenou.
Acusado de desrespeitar as leis da cidade, os deuses tradicionais, de difamar a religião e de corromper a juventude ateniense, Sócrates é levado a julgamento, condenado à morte, tendo bebido a cicuta com a idade de 70 anos. Não deixou nenhum ensinamento escrito, porém as suas palavras foram transcritas, em forma de diálogos, pelos seus discípulos, entre os quais Platão.
Segundo Sócrates a maior e mais perigosa ignorância é a que não sabe e crê saber. Quando lhe anunciaram que os Atenienses o tinham condenado à morte, ele respondeu que a natureza fizera o mesmo com eles e, como a sua mulher se lamentasse de o ver morrer injustamente, respondeu”Querias tu que fosse justamente?”. Recusou-se a apresentar uma defesa tradicional, que dada a sua habilidade o poderia ter livrado da condenação, mas defendeu a sua liberdade de pensamento e o caráter crítico da filosofia num verdadeiro desafio ao júri, que acaba por considerá-lo culpado.
No final Sócrates salienta ainda: “a vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”.
A Apologia está dividida em três partes: discurso de defesa de Sócrates no tribunal ateniense, a condenação à morte por parte dos juízes e o discurso final de Sócrates, após a sua condenação.
1ª parte - Discurso de defesa de Sócrates no Tribunal Ateniense:
No seu discurso de auto-defesa Sócrates começou por anunciar a existência de calúnias que lhe eram dirigidas e que o colocavam como sendo uma pessoa perigosa, com capacidades de enganar os seus concidadãos com habilidade e a arte do” bem falar”. Esta última qualidade, Sócrates assumiu-a como verdadeira, apesar de não a praticar como os sofistas.
Para Sócrates existiam dois grupos de acusadores principais:
* O primeiro era constituído por pessoas que caluniavam a respeito do seu nome e do seu