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A China
Visitei no início desse ano a China, um país que agora está frequentemente na mídia por seu acelerado crescimento econômico. Em 2010 o PIB chinês cresceu 10,4% e, em 2011, embora tenha caído, ficou entre as maiores taxas do mundo, 9,4%. Há um desaquecimento agora em 2013 por conta da crise europeia.. Ali é um bom espaço para observar esse fenômeno chamado "liberdade de expressão" que todo mundo já deveria saber é coisa bem diferente de "liberdade de imprensa". A primeira é o direito de dizer, e a segunda é o de publicar.
Hoje, na nova China, que se abre para o mundo capitalista e cresce como fermento, a liberdade de imprensa é totalmente restrita. As publicações comerciais estão proibidas de fazer crítica. Mas, ainda assim há as que criticam. Das 10 mil publicações periódicas que circulam no país, poucas são as que tecem alguns comentários críticos acerca do epidêmico processo de corrupção que vive o país. Essas notícias são razoavelmente aceitas porque há o interesse do Estado em mostrar que está combatendo a corrupção. Mas, se as críticas forem mais profundas, "o bicho pega", como foi o caso do jornal cantonês Southern Weekly que, em janeiro desse ano, ao publicar um editorial que denunciava a censura praticada pelo governo junto a imprensa, imediatamente sofreu intervenção, sendo alguns de seus redatores presos. O assunto correu pela cidade e chegou a juntar mais de 300 manifestantes em frente ao semanário em apoio ao jornal. Também eles foram reprimidos e 12 pessoas acabaram presas acusadas de subversão.
Na televisão, que chega a oferecer 100 canais, as notícias seguem o diapasão daquilo que interessa ao governo. O que fervilha por debaixo do tapete está fora do foco. Durante 15 dias observei uma única reportagem acerca da criminalidade. Nada é veiculado sobre as máfias, o trabalho infantil, a prostituição. O que não significa que as pessoas na rua não falem e não saibam o que se passa. Ainda que com certos cuidados os chineses