Trabalho domestico
O trabalho doméstico é exercido predominantemente por mulheres (apenas 0,6% dos homens ocupados exercem alguma atividade como trabalhador doméstico). Esta é, portanto, uma ativide de histórica e culturalmente ligada às habilidades consideradas femininas. Mais reconhecida pela execução de serviços gerais em um domicílio privado, também é o termo usado para cozinheiras, governantas, babás, lavadeiras, vigias, motoristas, jardineiros, acompanhantes de idosos, caseiros, entre outros.
A profissão é bastante específica, limitando os direitos trabalhistas destas profissionais, em comparação aos de outras ocupações.
No entanto, o direito básico de ter a carteira de trabalho assinada ainda não é devidamente respeitado, uma vez que, do total de trabalhadoras domésticas mensalistas, apenas cerca de metade tem registro em carteira. As relações peculiares entre empregado e empregador exigem conhecimento e tratamento adequados para que se possa garantir, minimamente, proteção a estas trabalhadoras. Este é o único segmento em que os homens não são maioria uma boa parte de seus postos de trabalho são ocupados por mulheres, principalmente negras. Dada essa característica, optou-se por considerar apenas o contingente feminino neste estudo, em que se apresentam alguns aspectos do trabalho doméstico (tipo de contratação, tempo de permanência no trabalho, número de horas trabalhadas na semana, contribuição à Previdência Social e rendimentos) e algumas características de suas ocupantes (faixa etária, posição no domicílio e escolaridade), alémde destacar as diferenças mais relevantes entre domésticas negras e não-negras.
Sua análise indica a relativa precariedade dessa profissão e pode subsidiar o atual debate legislativo sobre a garantia dos direitos trabalhistas e de proteção social às empregadas domésticas, como parte de um segmento populacional cujo trabalho costuma ser um importante indutor de redução da pobreza. Desse