Tornar-se Pessoa
Mas o que seria “Tornar-se Pessoa?”. Este livro de Carl Rogers, ajudou-me a refletir mais neste “tornar-se” durante todo o percurso da vida. Passamos alguns anos de nossa vida, dedicados ao estudo, aprendendo teorias e técnicas e tentamos aplicá-las as pessoas que passam por nós e, acabamos por falhar, porque muitas vezes enquadramos e apenas olhamos para o problema ou conflito daquele sujeito, esquecemos de nos inclinar, de implicar o que realmente sentimos. Como dito no livro:
“Nas minhas relações com as pessoas, descobri Que não ajuda a longo prazo, agir como se eu Fosse alguma coisa que não sou.” (pag. 19). De nada adianta, expressar ou falar algo que na verdade eu não estou sentindo, ou sentí-los e deixar de fazê-lo, isso jamais será útil numa relação. O que faz a mudança acontecer é, quando cada indivíduo tem o direito de utilizar sua experiência da maneira que lhe é própria e, esta mudança acontece na relação, de forma genuína por parte do psicólogo. Uma segunda aprendizagem seria:
“descobri que, sou mais eficaz quando posso ouvir a mim mesmo, aceitando-me e, posso ser eu mesmo”. (pag. 20). A medida em que me aceito, com minhas imperfeições, faltas e defeitos, que passo a me ouvir e compreender os meus sentimentos, estou me modificando, me tornando melhor. Através disso, posso aceitar melhor o outro nessa relação e, esta se torna mais real, assim fazendo com que o individuo descubra essa sua capacidade de utilizar essa relação para crescer. É preciso que haja uma certa empatia e, principalmente um olhar sem preconceitos, aceitando as diferenças desse outro, se permitir enquanto ser. Quando conseguimos nos ver de forma diferente, quando aceitamos os nossos sentimentos, nos tornamos mais fortes e eficazes, amadurecemos e só assim conseguimos aceitar o outro, a sua realidade, ou seja , o outro no seu total. Para Carl Rogers, “Tornar-se Pessoa” é quando você se sente diferente, quando se aceita, torna-se mais confiante,