Subprodutos na avicultura
Por: Felipe Dilelis de Resende Sousa
Introdução
A avicultura brasileira é referência mundial, consolidada como a maior exportadora e a terceira maior produtora mundial. Segundo UBABEF (2010) em 2009 foram exportados 3,6 milhões de toneladas de carne de frango, o que representou 33% da produção total nacional que foi de aproximadamente 11 milhões de toneladas, gerando receita cambial de 5,8 bilhões de dólares. Os 67% restantes foram consumidos no mercado interno, que segundo UBA (2010) resultou em um consumo per capta de 37,8Kg de carne de frango/habitante/ano.
A grande produção nacional é consolidada por vários fatores, entre eles a disponibilidade de ingredientes nobres para a formulação de rações. No ano de 2009 foram produzidas 27,8 milhões de toneladas de ração para frangos de corte, o que representou 46% do total de rações produzido no país (Sindrações, 2010). A base das rações para frango de corte são o milho e o farelo de soja. Estas commodities vêm sofrendo aumento dos preços nos últimos anos devido à tendência mundial para produção de biocombustíveis, seja pela utilização direta destes alimentos na produção ou na diminuição da produção devido a troca das culturas visando a produção de etanol. Este fenômeno causou o aumento do custo de produção de carne de frango em todo o mundo, e deve-se principalmente a política americana de produção de etanol através do milho. (AHO, 2007)
Como os custos com alimentação representam em torno de 70% do custo total de produção, muitos pesquisadores vêm buscando ingredientes diferenciados para inclusão na alimentação de frangos de corte. Uma das fortes vertentes de pesquisa é a de utilização de subprodutos, que será o foco desta apresentação. Revisão de literatura
A utilização de subprodutos na alimentação de frangos de corte vem sendo alvo de inúmeras pesquisas, não só devido ao fator econômico e a busca por eventuais substituintes dos