Sociologia
1- A) Os autores definem “realidade” como uma qualidade dos fenômenos que reconhecemos serem independentes da nossa vontade.
A sociologia do conhecimento constata que há diferenças entre o que é aceito como conhecimento em diferentes sociedades: por exemplo, o que é “real” para um monge tibetano não é “real” para um operário brasileiro; o “conhecimento” do criminoso difere do “conhecimento” do criminologista etc. Portanto, ela investiga as maneiras pelas quais as “realidades” são aceitas como “conhecidas” em diferentes sociedades e grupos humanos; especialmente, estuda os processos através dos quais qualquer corpo de “conhecimento” vem a ser estabelecido como “realidade”.
B) A realidade da vida cotidiana é aceita-como-natural, como realidade óbvia, dispensando verificação adicional; ela é evidente e se impõe factualmente, como “realidade eminente”. Sabemos que ela é real.
Comparadas à realidade da vida cotidiana, outras realidades aparecem como províncias finitas de significado, como enclaves dentro da realidade eminente, caracterizadas por significados e modos de experiência circunscritos, limitados; por exemplo: jogos, diversões, sonhos e devaneios, artes, experiências místicas. A realidade da vida cotidiana mantém sua condição eminente mesmo quando "saltamos" para outra realidade.
2- Segundo Berger e Luckmann, não podemos dizer que há uma “natureza humana”, isto é, um substrato biologicamente fixado que determine as variadas formações socioculturais humanas: o homem constrói sua própria natureza, produz-se a si mesmo (mas socialmente, junto com os outros).
A formação do nosso "eu" deve ser entendida em relação tanto com o nosso contínuo desenvolvimento orgânico quanto com o processo social no qual os ambientes naturais e humanos são mediados pelos outros significativos.
3- A socialização primária se dá na infância e nos torna membros da sociedade; a secundária é qualquer processo subsequente que introduz o