Sociologia Seminario Homem Bomba
Os primeiros terroristas suicidas que explodiam o próprio corpo apareceram entre os séculos 14 e 16. "Naquela época, o Império Turco-Otomano vivia um perído de expansão. Uma das armas de seu Exército eram os guerreiros suicidas conhecidos como bashi-bazouks, que se precipitavam contra fortificações ou linhas de batalha do inimigo", diz o historiador Márcio Scalércio, da Universidade Cândido Mendes (RJ). Depois vieram os anarquistas da Rússia czarista, os camicases japoneses durante a Segunda Guerra e os guerrilheiros vietnamitas a partir da década de 50. Mas é bom esclarecer que a expressão "homem-bomba" e a popularização da prática são bem mais recentes - mais precisamente, nos conflitos do Oriente Médio dos últimos 20 anos. Tudo leva a crer que a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988) foi o marco fundante para essa cultura de terroristas explosivos. Inspirados pelas ações de xiitas iranianos, grupos radicais palestinos como Hamas, Jihad Islâmica e a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa fizeram do homem-bomba sua arma favorita na luta contra Israel. Hoje, jovens são doutrinados em escolas muçulmanas ou mesquitas e recebem prêmios pelo "ato de fé"
2º Como São Preparados os Homens Bombas
# Recrutamento de crianças - Segundo a CNN, 90% dos suicidas que recebem treinamento militar do movimento islâmico no interior do Paquistão têm entre 12 e 18 anos. Para aliciar as crianças, as facções terroristas prometem a elas uma série de "prazeres celestiais", como recompensa pelo "sacrifício".
# Cenário reconfortante - No complexo do Taliban, grupo que atua no Afeganistão e no Paquistão, existem quatro salas decoradas com pinturas coloridas em que são retratados “paraísos”, paisagens arborizadas e rios que brotam leite e mel. As pinturas se contrapõem ao cenário árido e duro da região em que se localiza o complexo, mas causa nas crianças que cresceram em meio a fome, miséria e sujeira, uma clara sensação de reconforto.
# Os pais - As crianças