serviço social na educação
Em densas noites com medo de tudo: de um anjo que é cego de um anjo que é mudo.
Raízes de árvores enlaçam-me os sonhos no ar sem aves vagando tristonhos.
Eu penso o poema da face sonhada, metade de flor metade apagada.
O poema inquieta o papel e a sala.
Ante a face sonhada o vazio se cala.
Ó face sonhada de um silêncio de lua, na noite da lâmpada pressinto a tua.
Ó nascidas manhãs que uma fada vai rindo, sou o vulto longínquo de um homem dormindo. João Cabral de Melo Neto
FUNÇÃO METALINGUSTICA
As funções da linguagem são as finalidades dos elementos presentes nos atos de comunicação verbal. Elas desempenham diferentes atribuições nos atos de interação verbal entre emissor e interlocutor e estão intrinsecamente relacionadas com a maneira com a qual nos comunicamos. Quando a preocupação do emissor está voltada para o próprio código, ou seja, para a própria linguagem, temos então o que chamamos de função metalinguística.
Quando o código é o centro da mensagem, dizemos que está presente a função metalinguística. O código, nos textos verbais, é a língua. Podemos observar a metalinguagem no poema de João Cabral de Melo Neto chamado “Poema de desintoxicação”. Nele, o poeta realiza o que chamamos de metapoesia, ou seja, a poesia fala sobre ela mesma:
A metalinguagem está presente também em diversas manifestações artísticas. Manifesta-se, por exemplo, nas artes plásticas quando esta fala sobre a própria pintura. Observe a tela intitulada “Autorretrato”, de Van Gogh:
A metalinguagem está presente no autorretrato de Van Gogh. Nele podemos observar que a tela tem por motivo a própria pintura
A partir dos exemplos dados, podemos observar que a metalinguagem é um recurso muito utilizado nas interações verbais e está presente não apenas nos textos formais, mas também em diversas situações cotidianas, quando questionamos nosso interlocutor sobre algo que ele nos conta ou explica, fazendo,