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Origens – Desde a queda do Muro de Berlim (189) e o desmembramento da União Soviética (1991), dois eventos que marcaram o fim do sistema socioeconômico conhecido como socialismo, pode-se afirmar que o capitalismo predomina em todo o planeta. Mesmo países controlados por partidos comunistas, como a China e o Vietnã, vivem hoje sob a lógica capitalista. Não por acaso, o termo globalização, tornou-se representativo da atual fase expansionista desse sistema econômico. Mas a história do capitalismo é longa e para entender sua lógica é importante estudá-la desde o início.
Encontramos a origem do sistema capitalista na passagem da Idade Média* para a Idade Moderna. Constituiu-se com o declínio do feudalismo, a partir do renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV, que fez surgir na Europa uma nova classe social: a burguesia. Esta nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais. O capitalismo se expandiu pelo mundo ocidental no século XVI. A transição do feudalismo para o capitalismo, porém, ocorreu de forma desigual no tempo e no espaço: mais rápida na parte ocidental da Europa e muito mais lenta em suas porções central e oriental, para, então, disseminar-se pelo mundo. O Reino Unido foi o país no qual essa transição foi mais rápida.
Neste contexto, surgem também os banqueiros e cambistas, cujos ganhos estavam relacionados ao dinheiro em circulação, numa economia que estava em pleno desenvolvimento. Historiadores e economistas identificam nesta burguesia, e também nos cambistas e banqueiros, ideais embrionários do sistema capitalista: lucro, acúmulo de riquezas, controle dos sistemas de produção e expansão dos negócios.
O sistema capitalista apresentou grande dinamismo ao longo de sua história, durante a qual evoluiu gradativamente e foi se transformando à medida que os desafios surgiam. Considerando seu processo de desenvolvimento, costuma-se dividi-lo em três fases básicas.
Primeira Fase: Capitalismo