Rodrigo Melo Franco de Andrade
Rodrigo Melo Franco de Andrade, filho de Rodrigo Bretas de Andrade e Dália Melo Franco de Andrade e casado com Graciema Melo Franco de Andrade, foi advogado, jornalista e escritor. Nasceu em 17 de agosto de 1898 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ele morou em Paris, onde cursou o secundário no Lycée de Sailly.
De volta ao Brasil, estudou na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, tendo trabalhado como bancário e fiscal de gabinete da Inspetoria de Obras Contra a Seca depois de formado. Quando em 1921 iniciou sua carreira jornalística no jornal “O Dia”.
Em 1922 atuou junto aos artistas do movimento modernista de 1922, colaborando para diversos jornais e revistas. No ano de 1936, foi indicado por Manuel Bandeira e Mário de Andrade e convidado pelo governo Capanema a dirigir o SPHAN, atual IPHAN, onde, por 31 anos, foi diretor, deixando de lado a literatura, o jornalismo e a advocacia. Ele deixou a instituição em 1967, ano de sua aposentadoria. Até os dias atuais sua direção é conhecida como a “fase heróica” da instituição. A importância de sua gestão fica clara com a existência de mais de 30 trabalhos acadêmicos sobre ela.
Iniciou a vida política como chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas, entre 1934 e 1945, período em que Gustavo Capanema era ministro da Educação.
Faleceu em 11 de maio de 1969, no Rio de Janeiro, aos 70 anos de idade há 115 anos.
2. Obras:
Publicou somente um livro, Velórios, em 1936 com sete contos, todos dedicados ao tema da morte. A obra não tem regionalismos e é pós-moderna com algumas referências machadianas. Sobre a falta de mais publicações de Rodrigo, Raquel de Queiroz disse:
“O que a gente chora é a abundância perdida, a quantidade que faltou. Pois se ganho só um livro, quando poderia esperar meia dúzia, é claro que me dói o prejuízo” (QUEIROZ, Rachel 1969, p. 96).
3. Criação do SPHAN e sua