Resumo A Cidade Grega
INTRODUÇÃO
A FORMAÇÃO DA CIDADE
As condições geográficas da Grécia contribuíram fortemente para dar-lhe a sua afeição histórica. Recortada pelo continuo embate entre o mar e a montanha, a Grécia apresenta em cada palmo do seu território estreitas depressões cercadas de montanhas cujo acesso só é possível pelo litoral.
Segundo Aristóteles, os gregos passaram por três estágios de formação. A primeira comunidade, que nunca deixará de existir pelo simples motivo de ter surgido naturalmente, tem por base a associação entre marido e mulher, senhor e escravo, e compreende todos que comem na mesa: a família. Da família formou-se a aldeia: aqueles que a habitam, filhos e netos, obedecem a um rei, o qual exerce na família ampliada todos os poderes que estavam reservados ao mais velho na família primitiva. Finalmente, pela associação de diversas aldeias, forma-se o Estado completo, a comunidade perfeita, a polis. A cidade é, portanto, uma consequência natural, do mesmo modo que as associações anteriores. E é por esse motivo que o homem, que só pode começar a desenvolver-se na família, necessita da polis para desabrochar por completo e, por conseguinte, é naturalmente “um ser político”.
A necessidade econômica e militar obrigaram as famílias a se agrupar em fratrias, as fratrias em tribos e, finalmente as tribos em cidade. A religião teve de acompanhar o desenvolvimento da sociedade humana; entretanto, os deuses domésticos oriundos da família só se diferenciam dos deuses familiares pela extensão do seu culto. Houve também uma religião da cidade, que impregnou todas as instituições. O rei foi, antes de tudo, sumo sacerdote, e as magistraturas que receberam em herança a sucessão da realeza foram essencialmente sacerdócios: a autoridade politica é uma função sagrada. O que é lei? Uma ordem vinda do alto. O patriotismo? Um culto ao município. O exilio? Uma excomunhão. O poder divino cria a onipotência do Estado, e toda reivindicação de