Resumo do livro filosofando capítulo 27
Liberalismo Social
Um dos ideais do liberalismo clássico é o ideal do estado não intervencionista, que deixa o mercado livre para sua auto regulação. Trata-se de estado minimalista, de baixa intervenção, ou seja, da prevalência do livre mercado.
As extremas desigualdades sociais, no entanto, levaram alguns a admitir que a ênfase na economia livre deveria ser atenuada, a fim de possibilitar a igualdade de oportunidades e auxiliar o crescimento da individualidade. Acontecimentos históricos apressaram a reformulação dos princípios do liberalismo. Após a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, a década de 1930 foi marcada pela depressão econômica: falências, desemprego e inflação geraram graves tensões sociais.
* O Estado de bem – estar social
Nas décadas de 1920 e 1930 o estado interveio na produção e distribuição de bens, com forte tendência em direção ao Welfare State (Estado de bem – estar social). Tanto é assim que, nos anos de 1940, considerava-se que qualquer cidadão teria direito a emprego, seguro contra invalidez, doença, proteção na velhice, licença maternidade, aposentadoria, o que fez aumentar significativamente a rede de serviços sociais garantidos pelo Estado. Nos Estados Unidos o presidente Roosevelt elaborou um plano econômico conhecido como New deal [Novo Acordo], que introduziu o dirigismo estatal durante a depressão da década de 1930.
Liberalismo de Esquerda
Na Itália fascista – e contra ela – floresceram teorias que visavam desencadear movimentos de cunho popular (e não burguês) e resgatar os ideais socialistas, embora adaptado-os ao liberalismo, daí o nome liberalismo de esquerda. Em vez de se oporem simplesmente ao marxismo, extraíram dele os elementos positivos, repudiando, sobretudo, a concepção revolucionária de Marx.
* Norberto Bobbio
Como professor de Filosofia do Direito, a análise da estrutura jurídica o levou a discutir filosofia política, passando do estudo da legalidade para o da