resenha
“A Interpretação dos Sonhos” de Sigmund Freud provoca uma grande abordagem no homem em 25 séculos de pensamento. Todas as filosofias e a psicologia elementar, toda a ciência até Freud, se preocupava com o homem em seu aspecto consciente. Para Freud, o mundo subterrâneo não tem nada a ver com a profundeza de uma consciência, mas sim no inconsciente, cujos domínios emergem à consciência tratando-se de um inconsciente profundo. Para Freud não importa muito aquilo que somos conscientemente, pois esse estado psicológico geralmente é encoberto pelas necessidades naturais que cada um tem. Para Freud, o que realmente importa é aquilo que somos obrigados a esconder para que as regras sociais possam continuar em andamento, para que a racionalização domine uma sociedade civilizada.
Em ”A Interpretação dos Sonhos”, Freud cria leis e características do inconsciente, conseguindo formular fenômenos distintos como o sonho e os sintomas histéricos. A tese central do texto é "O sonho é a realização de um desejo". Quando não se trata de um desejo aceitável, nos diz Freud, preferimos esquecê-lo. A análise do sonho são desejos pré-conscientes, identificáveis. Os que não conseguem identificar seu próprio desejo irá pertencer ao inconsciente.
O que Freud estabelece é que os sonhos seguem uma lei própria, seguem uma lógica que não é a lógica que vivenciamos no dia a dia. Assim, demonstra que nossa mente é formada pela consciência, cujas regras reconhecemos, e pelo inconsciente, cujos efeitos nos surpreendem por seguir uma lógica diferente e desconhecida, mesmo que seja muito familiar em decorrência das atitudes.
A obra é dividida em vários ensaios independentes, mantendo, entretanto a coesão. Depois de ter passado por críticas e ter sido mal recebido por psiquiatras e cientistas da época de sua publicação, sua obra teve 351 exemplares vendidos nos seis primeiros anos de sua publicação, logo se tornando o mais importante. O livro é uma