refletir é preciso
O ser humano é realmente o ser mais estranho desse planeta. Você, você que está ai ouvindo, por certo pensas que estou cometendo o maior dos equivocos ao afirmar tal despaltério, será? Senão vejamos: Tempos atrás as pessoas faziam tochas com varas de bambus embebidas em querosene para sair à noite a visitar amigos da comunidade, onde suas casas ficavam de um a dois quilómetros de distância, hoje moram vizinhos de porta, participam das mesmas festas e para comentar sobre a balada da noite anterior trocam e-mails, porque não deu tempo de se falarem na festinha do fulano que nem do nome lembram, pois estavam ocupados trocando torpedinhos com as gatas e gatos. Nos tempos de minha avó, se fazia mutirão para limpar uma roça, levantar uma casa, ou simplesmente para comer, beber e se divertir, hoje o vizinho morre e se não for a familia, o defunto passa a noite sozinho, as pessoas ficam sabendo do ocorrido pelo facebook, pelo pela televisão ou por um disque me disque qualquer. Detalhe! Moram na mesma quadra. E quando o professor solicitava um trabalho?! Eram lidos vários livros sobre o assunto, anotações, riscos, fichamentos... Agora! Fica tudo no recorta, copia e cola da net, os livros, velhos companheiros do conhecimento, passaram a ser meros fantasmas que carregam consigo tesouros memoráveis de seres pensantes que um dia fizeram a diferença para a humanidade Nossas crianças que vivem grudadas na televisão ou jogando no computador com amigos virtuais, perdendo boa fase de sua infância e adolescência, não sabem brincar de “ovo choco”, queimada, amarelinha, pega-pega e outras brincadeiras tão importantes para o convívio de qualquer ser humano. Todo esse discurso não fora apenas objeto de críticas infundadas, pois, não se pode ser ingênuo ao ponto de afirmar que a era tecnológica não tem suas vantagens indiscutíveis, mas nem por isso se deve abrir mão das pequenas coisas boas da vida que fazem a grande diferença entre viver plenamente ou