Racismo e globalização
Raça, Etnia e Racismo / Globalização e Sociedade
O termo raça não é comumente utilizado pela sociologia para a designação dos indivíduos da espécie humana, já que o sentido atribuído ao termo vincula-se sempre à particularidade biológica, e o ser humano desenvolveu-se pela condição biológica (natural) somada aos fatores psíquicos e culturais. Historicamente, a concepção raça abriu precedentes para exclusões e opressões sociais, além da escravidão na América Latina e no sul dos EUA. Portanto, a sociologia convencionou o termo etnia para considerar os indivíduos humanos a partir de fatores biológicos/naturais, culturais/tradicionais, políticos e psíquicos. Esse conjunto de fatores permite enxergar as pessoas de determinada origem e/ou região por um aspecto abrangente, enquanto o uso do termo raça criou uma determinação dos seres humanos em qualificações e categorias, inclusive propondo haver níveis de superioridades entre as supostas raças distintas. Pelo olhar sociológico, é comum entender que, em existindo raça entre humanos, esta é justamente uma só: a raça humana. No Brasil, a questão do racismo (preconceito social motivado pela concepção de raça entre os indivíduos) também possui fatores históricos e está arraigada em nossa formação cultural, política e econômica. Os negros africanos eram trazidos para a mão de obra escrava, e, consequentemente, enquanto objetos a serviço da elite rural (de descendência europeia) eram qualificados como “inferiores”. Obviamente, a sociedade brasileira, através do discurso da classe dominante, construiu uma relação na qual as posições sociais eram claras: ao negro, reservava-se a opressão e a exclusão. Findada a escravidão (oficialmente a 13 de maio de 1888), a população afrodescendente continuou “proibida” das decisões econômicas, sociais e políticas do país. Tal exclusão resultou em uma formação social pautada nas desigualdades, e a população descendente de negros africanos esteve, majoritariamente, deslocada das