Quadro Comparativo - Estóicos x Aristóteles - Paixão
Visão de paixão segundo os aristotélicos Visão de paixão segundo os estóicos 1. Estatuto de paixão conforme os aristotélicos: As paixões – tanto as que levam às ações quanto as que são despertadas através da ficção expressa na poesia trágica – dizem muito a respeito do caráter e da virtude humana Sua manifestação através de gestos ou mesmo de simples e quase imperceptíveis sinais do corpo podem revelar as disposições morais de um cidadão.
Podem mesmo ser úteis à consolidação ou à correção de um caráter virtuoso ou vicioso.
2. Responsabilidade X paixão: vê as paixões como constitutivas do ser humano e defende a necessidade de integrá-las, sustenta que todo adulto normal deve ser responsável por suas paixões e arcar com as consequências de seu mau uso.
3. Como o indivíduo lida com as paixões: O indivíduo lida com o objetivo de domá-las e se tornar virtuoso.
Conseguir manter um equilíbrio entre a paixão e a causa que à despertou.
1. Estatuto de paixão conforme os estóicos: A paixão é uma desobediência à razão. Portanto, viver para a paixão seria desviar-se da razão. O ideal ético não seria o domínio da paixão e sim sua destruição para permanecer e dar lugar unicamente à razão.
2. Responsabilidade X paixão: deve-se entender o pathos para tirar proveito dele, na outra, ele deve ser destruído por tratar-se de uma doença. A culpabilidade do sujeito fica reduzida uma vez que subjugado por uma paixão.
3. Como o indivíduo lida com as paixões: os impulsos geram comportamentos aos quais, o homem, através do seu julgamento, assentiu. Se este julgamento não estiver em conformidade com a natureza, não será forte o suficiente para lidar com as paixões. Assim, eles distinguem o sábio do homem comum, sendo assim: o sábio está seguro quanto ao fato de que o bem é o bem moral e o mal é o mal moral, portanto está imune às paixões, já o homem comum está sujeito a ausência dessa consistência e