Práticas de recursos humanos na ibm
Dada a sua vasta experiência na IBM, como têm evoluído as políticas de Recursos Humanos? Quais as principais diferenças em relação ao passado?
De facto, nos últimos anos temos vindo a assistir a profundas alterações no mundo, nos países e nas empresas, na forma como o trabalho tem vindo a ser organizado e desenvolvido. Os departamentos das organizações têm-se vindo a ajustar a esta tendência, uns de forma mais pró-activa e outros de forma mais reactiva.
O departamento de Recursos Humanos não pode ficar, e não ficou, alheio a estas alterações e tem vindo a evoluir naquilo que eram as suas práticas e políticas, ajustando-se de forma pró-activa, competitiva e flexível a esta evolução, tendo presente que o seu colaborador é um activo estratégico da organização e factor integrante de sucesso no mercado onde opera.
A função de recursos humanos na IBM tem vindo a evoluir de uma área administrativa para uma função de carácter mais consultivo, estratégico e de apoio ao negócio. Assistimos, inclusive, a uma descentralização da função, implementação de centros de competências de apoio a temas de recursos humanos e parte significativa das decisões de gestão de pessoas que passaram a fazer parte integrante da agenda dos líderes, directores de pessoas, tendo presente o guidancee o suporte que recebem do departamento de Recursos Humanos.
No contexto IBM, estas mudanças tem vindo a ser implementadas de uma forma gradual e continuada, antecipando, por um lado, as expectativas e necessidades dos nossos colaboradores e de mercado, e, por outro, os benefícios que delas poderiam resultar em termos de motivação, produtividade e sustentabilidade da empresa.
Quais os grandes desafios com que se depara actualmente, nesta actividade? Sente que há um peso de uma urgência operacional que se sobrepõe, de alguma forma, ao plano