Plano real
Ano II – Edição I – Maio 2010
O sucesso do Plano Real na economia brasileira
Denis de Paula*
RESUMO
Esse artigo tem por objetivo evidenciar a busca pelo controle inflacionário no final da década de 1980 e início da década de 1990, a importância que teve a abertura econômica do início da década de 1990 e o aumento nas relações exteriores decorrente da abertura no sucesso do Plano Real em sua missão de combate inflacionário. Serão apontadas ações voltadas ao comércio internacional e à política cambial e seus resultados no aumento das importações, responsável em partes pelo controle inflacionário.
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Aluno do 5º período de graduação em Economia das Faculdades Integradas Vianna Júnior
E-mail: denis_depaula@yahoo.com.br
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Ano II – Edição I – Maio 2010
PALAVRAS CHAVE: IMPORTAÇÕES. CONTROLE INFLACIONARIO. PLANO
REAL. ABERTURA ECONOMICA.
1 ANTECEDENTES DO PLANO REAL
A década de 1980 na economia brasileira é conhecida como a “década perdida”. Esse período ficou marcado por um alto nível de endividamento externo, com implicações sobre as contas públicas e uma alta e crescente taxa de inflação. A soma desses fatores dificultava a gestão pública e resultou em uma década na qual o produto cresceu muito pouco, fato que associado a um processo hiperinflacionário, corroeu o poder de compra da moeda.
A inflação tornou-se um problema crônico da economia brasileira, impulsionando a criação dos chamados planos de estabilização econômica, cujo principal objetivo naquele momento era o controle do nível de preços.
O primeiro plano foi o Cruzado, em 1986, baseava-se no congelamento de preços e salários e implantou o gatilho inflacionário, que consistia em um aumento mensal nos salários da mesma magnitude da inflação no período. Este plano fracassou, uma vez que, não atacou a base do processo gerador de inflação. O principal problema que deveria ser tratado era o do endividamento estatal, já que o governo não