Palo alto
No presente trabalho temos como objeto de estudo a Escola de Palo Alto ou Colégio Invisível, fundada nos anos 40 na Califórnia (Estados Unidos). Um grupo de pesquisadores de áreas diversificadas do conhecimento se juntou com o intuito de defender que a comunicação é mais ampla e complexa do que o modelo que era adotado pelo meio científico, denominado de sistema linear, no qual se caracterizava pela teoria matemática. Abordaremos como a teoria de Palo Alto quebrou o modelo estático de Shannon, em que teorias se embasaram, o contexto histórico e os objetivos. 2 – CONTEXTO HISTÓRICO:
A escola de Palo Alto foi fundada nos anos 40, mais precisamente em 1942, porém sua contribuição para os processos de comunicação como interações só foi reconhecida nos anos 80. O termo “Colégio Invisível” denominou-se por conta de um grupo de pesquisadores americanos de várias áreas, tais qual: matemática, psicologia, antropologia e linguística e principalmente das ciências humanas que tinham como objetivo a criação de uma nova teoria, explicando que a comunicação é ampla e não é só apenas entre os humanos, quebrando a ideia do sistema linear, criado por Claude Shannon, onde o elemento mais importante da comunicação é o emissor. O estudioso que sempre esteve à frente das pesquisas, foi o antropólogo Gregory Bateson, que defendia o modelo circular retroativo proposto por Norbert Wiener, sendo assim, que a comunicação tem que ser estudada a partir das ciências humanas e Yves Winkin sintetiza sobre: “Segundo eles, a complexidade da menor situação de interação que seja é tal que é inútil querer reduzi-la a duas ou mais ‘variáveis’ trabalhando de maneira linear. É em termos de nível de complexidade, de contextos múltiplos e sistemas circulares que é preciso conceber a pesquisa em comunicação.” [Winkin, 1981], ou seja, não podemos desconsiderar qualquer tipo de relação, seja ela verbal ou não verbal, perante a complexidade da comunicação, sendo ela multilateral.
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