Pacto Nacional da Alfabetização na idade certa
Doutor em educação e professor do Centro de Ciências da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brasil. E-mail: tumolo@ced.ufsc.br
Palavras-chave: Trabalho. Princípio educativo. Capital. Capitalismo. Fetiche do capital.
O trabalho como princípio educativo foi, sem dúvida, um dos temas mais recorrentes no Brasil, nos anos 80 e início dos 90 do século XX entre os pensadores da educação, sobretudo aqueles que pertenciam ao campo do conhecimento trabalho e educação e que se apoiavam num referencial teórico-político marxista.
No Brasil, o trabalho como princípio educativo foi e vem sendo apreciado por um considerável leque de autores.
De forma introdutória e ensaística, o significado do trabalho no modo capitalista de produção, à luz da contribuição teórica oferecida por Marx, sobretudo em O capital, e, com essa base, levantar algumas questões referentes ao trabalho como princípio educativo.
Se é verdade que o trabalho é a base da existência humana, penso que seria necessário indagar como é produzida essa existência humana, por intermédio do trabalho, na especificidade do modo capitalista de produção.
O ponto de partida da análise que Marx desenvolve em O capital é a noção de riqueza,9 numa clara alusão aos principais pensadores da economia política clássica, sobretudo a Adam Smith tendo em vista que seu objetivo principal era o de proceder à crítica da economia política. Marx empenha-se, O capital, em estudá-lo e explicitar ao mesmo tempo tanto suas contradições, que já expressam embrionariamente as contradições do movimento do capital. Na segunda forma, ao contrário, parte-se de um montante em dinheiro, compra-se e vende-se mercadoria, com a finalidade de, ao final do processo, obter-se mais dinheiro, ou mais valor .Não se trata, todavia, do lucro isolado, mas do incessante e insaciável movimento de ganho, de valorização do valor. a transformação do dinheiro em capital não