Modernidade e burguesia
I. Modernidade e Burguesia
1. Introdução: Conhecimento e Política
Na Antiguidade e Idade Média, o Conhecimento foi concebido como algo meramente Contemplativo, que buscaria apenas compreender a Natureza, não sendo necessariamente útil, nem aliado à técnica.
Já, em relação à Política: a Idade Média foi marcada pela forte influência da Igreja; e o início da Modernidade, pelo Absolutismo.
Diante disto, podemos dizer que história da Modernidade se confunde com a história da ascensão de uma classe social, a Burguesia, sob um duplo aspecto:
1.1. Cognitivo-Econômico, na medida em que ela buscava um Conhecimento Ativo, ou seja, um conhecimento que fosse útil/aplicável, aliado à técnica e capaz de dominar a Natureza, com fins de explorá-la economicamente;
1.2. Político-Econômico, na medida em que ela lutava pelo Poder (primeiro contra a Igreja, conjuntamente com a Nobreza, e depois contra a própria Nobreza), defendendo a Democracia, os Direitos Civis e o Livre Comércio, a partir do Liberalismo.
Sendo que, o ponto alto desta história se dará no Iluminismo.
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1.1. Da Revolução Científica à Revolução Industrial: Newton
No séc. XVII, Bacon, pai da Experimentação, e Descartes, grande Matematizador da Natureza, discordaram um do outro acerca da origem do Conhecimento. Mas, concordaram entre si acerca do caráter que este mesmo Conhecimento deveria ter, a saber:
ele deveria ser Útil à sociedade, aliado à Técnica, e servir para dominar a Natureza (por exemplo, dominar seus materiais, processos e leis, tal como o ferro, o bronze, a resistência, a densidade, a inércia, a balística, etc.).
Contemporâneo de ambos, Galileu é chamado de Pai da Ciência Moderna, pois concentrou em sua obra todos os aspectos desta reviravolta cultural. Assim: 1. realizou experimentos, 2. encontrou as leis matemáticas daquilo que examinava, e, 3. empregou instrumentos técnicos para obter e medir seus resultados, sendo um dos