mario de sa carneiro 40
BETHANYA LOPES
GUILHERME CANDEIAS
THAÍZA RODRIGUEZ
YANN LESSA
RESUMO
Este trabalho busca mostrar um pouco da vida de Mário de Sá Carneiro. Assim como uma de suas obras e nossos comentários sobre a mesma. Além de resumir parte da história do “Grupo Orpheu” e da vanguarda europeia presente no texto
Este trabalho fará uma análise do poema “Quási”, de Mário de Sá-Carneiro, integrante do Grupo de Orpheu. Inserido na obra intitulada Dispersão, que foi revisada pelo seu amigo e colega de grupo Fernando Pessoa, o poema é a personificação da dor do eu lírico diante da incapacidade de concretizar seus desejos, evidenciando a temática que rondava a vida do autor.
O advérbio e palavra-tema da obra quase são, ao longo do poema, intercalado por dois polos (além e aquém), sendo um o desejo de concretização do seu objetivo e o segundo a frustração do referido desejo. Além do sentimento de incapacidade e desilusão, outras temáticas recorrentes na obra de Mário de Sá-Carneiro são o forte egocentrismo e a exposição dos opostos. Sá-Carneiro consegue apresentar de forma explícita a crescente pauta de pessimismo que lhe era comum.
Palavras-chave: frustração; incapacidade; desilusão; incompletude; metáfora; antítese; Mário de Sá-Carneiro; “Grupo Orpheu”.
1 INTRODUÇÃO
O Grupo Orpheu foi o responsável, através da revista “Orpheu”, pela introdução do modernismo na literatura portuguesa e divulgação de grandes nomes. Tendo como objetivo escandalizar e pôr as convenções sociais em causa, o grupo procurava não olhar para trás e modernizar a arte em Portugal, tratando de temas restritos que tinham o intuito de chocar a população. Seguindo as vanguardas europeias do início do século XX e mantendo influência de alguns movimentos anteriores o Futurismo, o Cubismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, o Expressionismo são comuns às obras produzidas. O grupo foi originado por Fernando Pessoa, tendo entre seus membros Mário de Sá Carneiro.
Nascido em 19 de Maio