Lixo
Tradicionalmente, em todo o mundo, existem três sistemas tecnicamente recomendados: o aterro sanitário, a incineração e a compostagem.
Aterro Sanitário
O aterro sanitário é, pois, uma obra de engenharia projetada para receber o lixo domiciliar. Ele envolve basicamente os seguintes serviços: terraplanagem; forração do terreno com material impermeável, de preferência argila; canalização das águas da chuva e do chorume; tubulação para saída de gases; plantio de grama; e finalmente, instalação de uma cerca ao redor da área de serviço.
Esse método de enterrar o lixo não agride o ambiente tampouco prejudica a saúde das pessoas, pois a cobertura de terra isola os detritos dos catadores, impede a proliferação de insetos, evita mau cheiro e não deixa papéis e plásticos serem carregados pelo vento ou pelas enxurradas. O sistema protege também as águas de poços e rios do material poluente contido no lixo e diminui o acúmulo de gases dentro das células.
Na realidade, um aterro funciona como um biodigestor ou fermentador gigantesco, onde as bactérias anaeróbicas comem sem parar substâncias orgânicas que estão enterradas no lixo. Enquanto isso forma o biogás, isto é, o gás produzido por atividade biológica.
Em geral, um aterro deve ter uma vida útil de, no mínimo, dez anos, e alguns deles chegam a durar até vinte anos, o que torna sua implantação mais vantajosa do ponto de vista econômico.
Após o fim das atividades do aterro, os moradores da vizinhança podem desfrutar de um parque, jardim, campo de futebol ou estacionamento, construído em cima da última camada do lixo, sem que o terreno apresente qualquer risco à saúde pública ou de deslizamento.
Incineração
Atualmente, os poucos incineradores instalados nas demais cidades brasileiras são utilizados basicamente para queimar o lixo contaminado de hospitais e indústrias, além de animais mortos encontrados nas ruas, drogas e documentos apreendidos pela polícia.
Uma das vantagens do