Liberdade de imprensa em relação à ética profissional
Discutir sobre a liberdade de imprensa nos dias atuais, não é um assunto muito fácil, e juntar toda essa liberdade levando em conta a ética que todo jornalista deve (ou deveria ter) é uma missão mais difícil ainda.
Acredito que a imprensa deve ser livre para publicar o que for relevante ao interesse comum, ou seja, de toda a sociedade, o que deve ser relatado, e principalmente, denunciado. Porém, é preciso ressaltar, que aos jornalistas e seus veículos é necessário manter a imparcialidade, mesmo que na realidade, a história seja outra, além de jamais deixar de apurar os fatos, na íntegra, ouvindo os dois lados e embasando-se em fontes seguras.
Ao contrário do que muitos pensam, a liberdade tem limites. E, se tratando de imprensa, essas limitações são baseadas em direitos e deveres que a sociedade vivencia. Como dizia um antigo ditado popular, “o seu direito termina quando o do outro começa”. Isso é fato. A liberdade de agir, assim como a de pensar é um direito fundamental de todo o cidadão, mas desde que isso reflita o sentido de coerência, respeitando a identidade e integridade do próximo. Mas o que é fundamental na definição do jornalismo como uma profissão liberal, parte-se do fato que este serve à coletividade, intervindo no espaço público em defesa dos direitos humanitários.
O profissional da comunicação é livre para escolher qual caminho seguir, como a ética profissional, por exemplo, que nada mais é do que ter na consciência a satisfação de cumprir o seu dever sem constrangimentos ou obrigações. É bem verdade, que atualmente esta ética têm sido esquecida, burlada, e que os homens não estão respeitando mais esses valores, provocando desordem na sociedade.
Ter noção de liberdade de imprensa dentro dos limites da ética é importante para que o jornalista crie sua identidade profissional. Ele passa a ser visto como um informante do que acontece no mundo, tornando-se o único