Hanna arendt
Esse é um texto de Hanna Arendt que é uma importante cientista politica contemporânea de origem alemã. Nessa obra ela ilustra o julgamento de um líder nazista que esteve envolvido com milhares de assassinatos de judeus, porém no decorrer do texto é explicado os vários motivos para o mal ser praticado com ausência de culpa, é baseado numa espécie de ´´bem coletivo´´, ou seja, é realizado por integrantes de um grupo que possui uma formação ideológica repleta de objetivos. É diante dessas analises que reflexões podem ser montadas, dessa forma, segundo Hanna Arendt, o que levaria um ser humano a não distinguir o bem do mal? E qual seria a suposta saída para esse problema?
No decorrer do julgamento, Eichmann se mostra estranhamente calmo e lucido, de forma que qualquer traço de arrependimento se torne imperceptível diante do júri, tanto que a todas as acusações ele se declarou inocente, segundo o sentido das acusações. Para ele as ordens do sistema nazista deveriam ser cumpridas independentemente dos impactos proporcionados, sendo assim toda a matança foi na verdade um ´´ato de Estado´´, pois tratava-se de ordens de seus superiores que na época estavam no governo, portanto representavam o Estado nesse período.
Dessa forma podemos dizer que o regime totalitário pode se tornar uma grande arma de manipulação, do ponto de vista burocrático por meio de criação de ordens que permeiam um grupo de indivíduos, e também no aspecto moral e ético que podem ser alterados dependendo do grupo em que o individuo de encontra, de certa forma o meio externo influencia o interno de tal forma que o leva a cometer atos que na individualidade não o cometeria.
É justamente a partir disso que chegamos ao conceito de ´´banalidade do mal´´, que foi desenvolvido por Hanna Arendt com base nos estudos de Kant e que foi associado a um meio de se explicar os regimes totalitários, no caso o nazismo. O mal banal