Fichamento Corazza
Labirinto
Não haverá nunca uma porta. Estás dentro
E o alcácer abarca o universo
E não tem nem anverso nem reverso
Nem externo muro nem secreto centro.
Não esperes que o rigor de teu caminho
Que teimosamente se bifurca em outro,
Que obstinadamente se bifurca em outro,
Tenha fim. É de ferro teu destino
Como teu juiz. Não aguardes a investida
De touro que é um homem e cuja estranha
Forma plural dá horror à maranha
De interminável pedra entretecida (BORGES, apud CORAZZA, 2002, p.105)
[...] Este tempo não é o do relógio, nem aquele de tipo cronológico; não advém de nenhuma herança metafísica; não é determinado por qualquer ordenação causal; assim como não integra algum etapismo evolucionista, pó onde irrecorrivelmente devamos passar para atingir um estágio de maior progresso. Ao contrário, para que esse tempo constitua- na descontinuidade que lhe é própria-, é preciso que necessidades específicas tenham sido criadas, tais é como nossas atividades enquanto alunas/ os dos cursos de pós graduação, ou aquelas da educação de educadoras [...] (CORAZZA, 2002, p. 105).
[...] é como se nosso próprio fazer de pesquisadoras/es colocasse um ponto de basta, onde é necessário parar e pensar: Afinal, como é mesmo que venho fazendo meu movimento de pesquisa? Até para que se possam estabelecer suas principais coordenadas; desenhar suas curvas de visibilidade e de enunciação; [...] mapear o terreno e cartografar as linhas do trabalho nele realizado (CORAZZA, 2002, p.106).
[...] o difícil é ter que sistematizar, sob uma forma metódica, o que se faz, como se faz e o que vem nos movimentando para investigar deste jeito e não de outro, Penso que não. Para mim o difícil mesmo, como Foucault escreveu, é sair-se do que se é, para criar outros possíveis de ser; e aqui não se trata disso