estudos
Amália de Fátima Lucena
Miriam de Abreu Almeida
Introdução
Falar da utilização das taxonomias NANDA-NIC-NOC na prática clínica de enfermagem requer, inicialmente, algumas considerações acerca do Processo de Enfermagem, que pode ser definido como um modelo metodológico para o planejamento e a execução do cuidado de enfermagem. Os seus principais propósitos são identificar, compreender e descrever as respostas humanas aos problemas de saúde ou aos processos vitais, assim como organizar e implementar ações de cuidado para alcançar os resultados esperados pelos quais a enfermagem é responsável (1-4).
O Processo de Enfermagem possui diferentes etapas que são: 1) anamnese e exame físico ou ainda levantamento ou coleta de dados; 2) diagnóstico; 3) planejamento da intervenção ou plano de cuidados ou prescrição de enfermagem; 4) implementação ou execução da intervenção; 5) avaliação do resultado ou evolução (5).
Na execução das etapas do Processo de Enfermagem referentes ao diagnóstico, à intervenção e ao resultado (elementos básicos da prática de enfermagem), pode-se utilizar como ferramentas de auxílio para sua qualificação os sistemas de classificações de enfermagem. Estes foram criados pela necessidade de padronizar e classificar termos, que refletissem o significado destes fenômenos comuns na prática clínica da enfermagem (1).
Dessa forma, atualmente, existem diversas classificações de termos de enfermagem, isto é, as taxonomias, tais como a North American Nursing Diagnosis Association (NANDA), a Nursing Interventions Classifications (NIC) e a Nursing Outcomes Classification (NOC), que estão dentre as mais conhecidas e utilizadas na realidade brasileira). (6-10).
Classificação de Diagnósticos de Enfermagem da NANDA-International
Aspectos históricos e definição
A idéia de diagnóstico de enfermagem iniciou com Florence Nightingale, quando em 1956, na Guerra da Criméia,