Estudante
A atmosfera do hospital pode provocar um importante impacto sobre o estado psicológico da criança. Simões ET AL. (2010) alertam para a vulnerabilidade e a fragilidade que podem surgir com o adoecimento e com a hospitalização das pessoas, ressaltando a necessidade de cuidados que os profissionais da saúde precisam desenvolver, abrangendo “não apenas o físico e o biológico, mas também o psicológico, o social e o espiritual” (p. 5). Angerami – Calmon ET AL (2010) acrescentam que a hospitalização pode transcender a patologia inicial, pois um alto nível de sofrimento emocional e físico pode surgir como conseqüência direta da interação hospitalar.
Nesse contexto, diversos são os agentes que atuam diretamente no processo de saúde e doença das crianças. Portanto, acredita-se que algumas áreas da saúde, como Enfermagem, Serviço Social e Psicologia, devem considerar a possibilidade de que a intervenção lúdica seja uma alternativa terapêutica e de preservação do que ainda está saudável enquanto outros profissionais da equipe tratam o que está debilitado em função da doença física.
Brinquedoteca, atividades com palhaços doutores, visitas lúdicas (com fantoches), brinquedo terapêutico, entre outros artifícios, podem ser amplamente utilizados.
O uso dos brinquedos em hospitais, segundo Leite e Shimo (2008), ameniza o sofrimento das crianças, pois o brinquedo as auxilia a liberar as tensões e ansiedades, além de facilitar a comunicação e interação da equipe de saúde com a criança. A atividade lúdica apresenta-se como um recurso viável e eficaz no contato com pacientes crianças.
A Lei nº 11.104, de 21 de março de 2005 (BRASIL, 2005), instaura a obrigatoriedade da instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que oferecem atendimento pediátrico em regime de internação. Torna-se necessário um espaço provido de brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular as crianças e também seus acompanhantes, a brincar no ambiente