Escola dos annales
O azeite é um dos mais antigos produtos produzidos pelo homem. Entre os vestígios mais antigos que fazem referência ao azeite, encontram-se assentamentos pliocênicos na Itália, além de restos, fossilizados, de 12000 anos AC, em plena era do Cromagnon. Há referências ao azeite em relevos, pinturas, ânforas e murais do Egito Antigo, Grécia Clássica e Roma Imperial.
Segundo alguns registros históricos, o cultivo de oliveiras para a extração do azeite data da Síria Antiga sendo explorado pelos povos egípcios e armênios. Na Grécia Antiga, a oliveira tinha grande importância e algumas passagens mitológicas mencionam a oliveira e sua criação. Como a lenda da própria criação da cidade de Atenas. Diz a lenda que Atena, a deusa da sabedoria e inteligência, disputou com Posidon, o deus supremo dos mares, o apadrinhamento da cidade. Para isso, estabeleceu-se um concurso. Venceria aquele que desse o melhor presente à população local. Posidon criou um rio salgado, portanto, inútil. Já Atena criou a oliveira, que produzia alimentos, o azeite e a madeira. Com isso, venceu a disputa e deu seu nome à cidade...
E, hoje, os gregos lideram o ranking de maior consumo de azeite no mundo: são cerca de 22 litros por pessoa/por ano.
Ao longo de toda a sua história, o azeite de oliva foi associado à alimentação, à medicina e à religião. À paz, abundância e ao bem estar.
Breve Cronologia:
12000 AC Primeiras referências históricas ao cultivo de oliveiras.
5000 AC O Egito é a primeira civilização a realizar regularmente a extração do azeite por meios mecânicos naturais, utilizando o azeite de oliva para iluminar templos.
3000 AC Primeiras notícias de elaboração do azeite de oliva na Fenícia, Anatólia.
Palestina e Egito
2500 AC Mais antigas referências escritas relacionadas à oliveiras; correspondem ao período do Rei Midas.
1050 AC Os fenícios introduzem o cultivo da oliveira na Espanha.
O azeite surgiu, possivelmente, como combustível (lamparinas) e como