Ergonomia em ambientes informatizados
1. Introdução
A Ergonomia é uma área do conhecimento relativamente recente, criada e utilizada pela primeira vez pelo inglês Murrel, passando a ser adotada oficialmente em 1949, por ocasião da criação da primeira sociedade de ergonomia, a Ergonomic Research Society, que congregava psicólogos, fisiologistas e engenheiros ingleses interessados nos problemas da adaptação do trabalho ao homem.
Qualquer atividade industrial ou administrativa pode ser vista como uma relação homem-máquina dentro de um certo ambiente. Qualquer sistema existe para atingir determinados objetivos através da consecução de certas funções. Na maioria das atividades laborais, o ser humano preenche as mais variadas funções. A freqüente exposição às condições de trabalho adversas pode resultar em dores momentâneas, fadigas e, a médio e longo prazo, lesões mais sérias. Ambientes de trabalho projetados inadequadamente contribuem para o aumento das doenças ocupacionais, o aumento do absenteísmo, reduzindo a eficiência e a qualidade da produção por um lado e o aumento de seus custos por outro. A Ergonomia tem uma posição prevencionista e sua grande contribuição é tanto para a identificação dos fatores de risco às doenças ocupacionais como para as suas soluções, visando ajustar os equipamentos e mobiliários dos postos de trabalho de acordo com as tarefas executadas, exigências cognitivas, modo operatório e normas de produção. Além desta visão prevencionista, que deve nortear o trabalho das empresas, a Portaria n º 3.214/78, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, do Ministério do Trabalho, estabelece em sua Norma Regulamentadora da Ergonomia NR 17, parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente, e que devem ser observados e implementados pelos empregadores. As