Ensaio sobre Crianças escravas no Brasil colonial
LICENCIATURA EM HISTÓRIA
Ensaio teórico apresentado para o componente curricular História, cotidiano e relações sociais no Brasil Colônia sob a regência da professora Regiane Lopes apresentado para o curso de Licenciatura em História da Universidade do Estado da Bahia – UNEB Departamento de Educação Campus XIII, como requisito parcial para avaliação do 2º semestre.
ITABERABA-BA
2014
Esse ensaio trata sobre a vida das crianças escravas no Brasil Colonial, dando ênfase em como se tornavam escravas e como eram tratadas por seus senhores assim que desembarcavam no Brasil.
Ao estudar sobre a historiografia do Brasil Colonial podemos perceber que pouco se fala sobre a vinda de crianças escravas para o Brasil, e de fato as crianças não eram o principal objeto de investimento dos senhores de engenho, mas sim suas mães. O tráfico de crianças escravas não teve uma dimensão que pudesse ser comparada com o tráfico de escravos adultos, mas estava presente naquele período. Os senhores não se interessavam com a vida das crianças filhas das escravas, e por consequência disso muitos morriam, eram vendidas ou até doadas.
Na política colonizadora de Portugal, a criança escrava era considerada de pouca importância e por isso era tratada como um bichinho de estimação, o qual a senhora dava-lhes restos de alimentos alegando “bondade”. Ato absurdo que hoje em dia dispensamos aos nossos animais. Aqueles pequenos escravos que se livravam da morte viviam em situações precárias nos arredores da casa do senhor e logo que chegavam a uma certa idade onde conseguiam andar, já começavam exercer tarefas não muito pesadas. O aprendizado da criança escrava variava de acordo com a idade e o preço