ENCONTROS E ENCANTAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL ( LUCIANA ESMERALDA OSTETTO
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos, dar a meia volta…
A compreensão da perspectiva sócio-histórica da educação não ocorre de forma linear, isto quer dizer, que tal compreensão resulta da apreensão da dialética, implicando na análise de tempo e espaço, de forças em oposição. A dialética somada ao materialismo histórico resulta na forma de análise de fatos e dados em forma de ida e volta – uma verdadeira ciranda, cirandinha de questionamentos e interpretações -, ou seja, apresenta-se em espiral. Então, vamos todos cirandar…
Compreendemos que a educação infantil tem se organizado ao longo da história das sociedades ocidentais a partir do século XVIII, como resposta a situação de pobreza, abandono e maus tratos de inúmeras crianças, cujo, os pais trabalhavam em fábricas e minas de carvão, criadas desde o surgimento da revolução industrial na Europa. Seu objetivo principal era atender as camadas mais carentes da sociedade. Dentro dessa perspectiva educacional com as crianças destacamos que ela resume-se apenas no cuidado e no zelo com a higiene.
Para compreendermos como se constitui a educação infantil torna-se necessário problematizar: quem move a grande roda da historia? Marx aponta que a “historia é a passagem de um sistema de produção a outro”, assim a problematização do processo histórico perpassa pelas relações de produção da vida material dos sujeitos. Marx (1990), ao problematizar apropriação do trabalho pelo capital, enfatiza que a industrialização em processo permitiu o emprego de trabalhadores com pouca força muscular e com membros mais flexíveis, o que possibilitou ao capital absorver as mulheres e as crianças nas fábricas.
O capital estabeleceu um meio de diversificar os assalariados, colocando, nas fábricas,