Emile Durkheim
Para ele, os fatos sociais devem ser estudados como “coisas”, independentes das consciências individuais, assim como os fenômenos físicos.
Por outro lado, opôs-se à tendência de transformar a sociologia num simples raciocínio dedutivo a partir de leis universais, como pretendia Augusto Comte e outros seus seguidores positivistas.
Durkheim caracterizava, ainda, a sociedade moderna pelo aumento da divisão do trabalho social, exigido pela crescente complexidade das atividades econômicas.
Esse fato, instaura um tipo de solidariedade que ele chama de “orgânica”, baseada na diferenciação dos indivíduos, contrapondo-se à solidariedade mecânica, característica das sociedades sem escrita, onde os indivíduos diferem pouco entre si e partilham os mesmos valores e sentimentos.
Estaria pois, nos aspetos morais dos individuos e não na capacidade quantitativa da sua capacidade física, a explicação para a gênese dos fenómenos sociais e para a concepção da sociedade.
Características do fato social
No pensamento durkeiniano a sociedade prevalece sobre o indivíduo, pois quando este nasce tem de se adaptar às normas já criadas, como leis, costumes, línguas, etc...
O indivíduo, por exemplo, obedece a uma série de leis impostas pela sociedade e não tem o direito de modificá-las.
Para Durkein (1858-1917) o objeto de estudo da Sociologia são os fatos sociais. Esses fatos sociais são as regras impostas pela sociedade (as leis, costumes, etc. que são passados de geração à geração).
É a sociedade, como coletividade, que organiza, condiciona e controla as ações individuais. O indivíduo aprende a seguir normas e regras que não foram criadas por ele, essas regras limitam sua ação e prescrevem punições para quem não obedecer aos limites sociais.
Coercitividade – característica relacionada com o poder, ou a força, com a qual os padrões culturais de uma sociedade se