Da produtividade nos processos físicos à busca da saúde mental do trabalhador
Em seu livro Princípios da Administração Científica, Taylor escreve sobre o processo de combater a ineficiência do trabalho através de uma administração bem feita e que siga determinadas regras. Dentro dessa idéia, ele introduz o princípio de que qualquer trabalho ou movimento deve ser ao máximo eficiente, e que para isso cada etapa da produção deve ser otimizada. Se formos analisar as empresas contemporâneas e suas administrações, podemos perceber que as idéias de Taylor, mesmo com mais de um século, continuam presentes em certo nível. Poderíamos, inclusive, pensar em como essas idéias evoluíram e se adequaram à complexidade dos processos e funções de hoje em dia. Como ponto de convergência entre a administração de Taylor e as tendências da administração atual podemos pensar na questão da produtividade. Apesar de Taylor focar seus estudos sobre produtividade nos processos físicos da produção, ele já começava a entender que o trabalho de um homem variava também segundo recompensas e incentivos, ou seja, estímulos mentais. Hoje em dia, as empresas chegaram a um nível de complexidade que seus administradores passam a lidar com dificuldades diferentes, como a relação entre trabalho e saúde mental. Muitos estudos passam a abordar a psicopatologia do trabalho e surgem novos conceitos, como o do prazer no trabalho ou o sofrimento criativo. Dentro dessa relação entre trabalho e a vida psíquica, as empresas atuais mais evoluídas possuem culturas organizacionais que buscam diminuir a tensão entre organização do trabalho e o aparelho mental do trabalhador. Uma das principais medidas para garantir esse bem-estar é promover certa liberdade ao trabalhador, ou seja, que ele tenha as possibilidades necessárias para tornar sua tarefa mais adequada aos seus desejos e particularidades. Um exemplo inspirador de empresa que atua ativamente no bem-estar de seus trabalhadores é a Google, que,