Curso de Sexualidade e a Educação
No Brasil temos os primeiros registros de discussões sobre educação sexual em 1920. É nesta época que as primeiras reflexões e as primeiras ideias são ouvidas.
Influenciado pelas correntes médicas e higienistas francesas, com o objetivo geral de combater a masturbação, as doenças venéreas, e preparar a mulher para exercer seu papel de dona do lar. Visava-se sempre a saúde pública e a moral sadia.
De 1935 até 1950, não se tem registros de qualquer tipo de iniciativa ligada à sexualidade. O que resultou num tremendo retrocesso no caminho da educação sexual no Brasil.
Ainda na década de 1950, a igreja católica que dominava o sistema educacional para a elite brasileira, manteve um olhar de reprovação sobre a educação sexual. Neste período surgem alguns estudos mais aprofundados sobre a sexualidade na educação.
A década de 1960 foi um período muito complicado no Brasil. Passávamos pela repressão, estabelecia-se o regime de exceção. Mudanças políticas radicais foram estabelecidas após o golpe de 1964.
Na educação, há registros de tentativas de implantação da educação sexual para alunos das escolas públicas e particulares. Algumas foram pioneiras no trato deste assunto em sala de aula.
Entretanto, devido à reprovação dos pais, esta abordagem não sobreviveu por muito tempo. Essas escolas tinham uma orientação mais progressista, muito à frente do contexto social retrógrado da época.
Em 1968, a deputada Julia Steimbruck, do Rio de Janeiro, apresenta o primeiro projeto de lei propondo a implantação obrigatória da educação sexual em todas as escolas do país, em todos os níveis.
Após três anos, isto é, em 1970, especificamente em novembro, o projeto ainda estava em tramitação. O projeto recebeu grande apoio da maioria dos educadores, estudiosos e intelectuais, entretanto a burocracia engessava esta proposta.
Ainda durante a década de 1970, precisamente entre 1974 e 1975, a escola Preparatória de Cadetes do Exército,