Criminalidade no filme Carandiru
1. FICHA DE ANÁLISE
1.1 FILME: Carandiru
1.2 DIRETOR: Hector Babenco
1.3 ROTEIRISTAS: Victor Navas, Fernando Benasse e Hector Babenco
1.4 DURAÇÃO: 2horas e 28 minutos (148 minutos).
1.5 ANO: 2003
2. ENREDO
2.1 SÍNTESE:
Carandiru, longa metragem dirigido por Hector Babenco, argentino naturalizado brasileiro, retrata a história da maior penitenciária da América Latina, com capacidade para quatro mil detentos, localizada em São Paulo, no bairro de mesmo nome – Carandiru – onde, à época do massacre, estavam detidos mais de sete mil presos cujas histórias de vida são as mais variadas e retratam a miséria humana e a criminalidade existente na sociedade brasileira, além do descaso do poder público pelos infratores ali presentes.
O filme, baseado no livro Estação Carandiru do Dr. Dráuzio Varella, inicia-se com uma visão aérea de um aglomerado urbano, a câmera, ao se aproximar, fecha a cena na penitenciária, onde se passa a maioria das cenas, exceto alguns “flashes backs” que nos remetem ao passado de alguns dos personagens mais relevante da trama, esses fatos acontecem fora da Casa de Detenção.
A história é apresentada sob a ótica do Médico (Dr. Dráuzio Varella), interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos que, na década de 1980, inicia um trabalho na penitenciária que estava sob a direção do Dr. Pires (personagem ficcional, interpretado por Antônio Grassi). A finalidade desse trabalho seria dar assistência médica aos detentos e conscientizá-los sobre prevenção da AIDS. O médico, em seu primeiro contato com os presos, descobre que não é só o vírus da AIDS que os afeta, mas também outras doenças como a leptospirose e a tuberculose, devido às péssimas condições de higiene do local. Verificou, por isso, desde o primeiro dia, que o seu trabalho seria árduo. E ao sair da Casa de Detenção, ao final de um longo dia de trabalho, faz uma