creatinina
A creatinina existe no sangue e é um produto do metabolismo muscular. Filtrada do sangue pelos rins e excretada pela urina em uma velocidade relativamente constante, as alterações da sua concentração sanguínea refletem o estado de saúde ou doença dos rins. Quando a função renal diminui, menos creatinina é excretada e sua concentração sanguínea aumenta.
A determinação deste parâmetro no sangue, é usada assim para avaliar a função renal, permitindo o diagnóstico ou o acompanhamento da evolução e terapêutica de doenças renais ou de doenças que, como a diabetes, lesam os rins. Usa-se também para avaliar eventuais alterações da função renal provocadas por alguns medicamentos ou contrastes radiológicos.
A concentração da creatinina no sangue também é empregada para estimar a taxa de filtração glomerular que é uma medida da função renal. Os glomérulos são pequenos filtros nos rins que removem substâncias que são tóxicas, quando em excesso no plasma sanguíneo, evitando porém a perda de componentes importantes, como as proteínas.
Os rins normais filtram cerca de 200 litros de sangue, produzindo aproximadamente dois litros de urina. A taxa de filtração glomerular mede a quantidade de sangue filtrada pelos glomérulos em um minuto. Quando a função renal diminui devido a lesão ou doença, a taxa de filtração glomerular diminui e os resíduos tóxicos acumulam-se no sangue.
A insuficiência renal crônica é progressiva e pode ocorrer em muitas situações clínicas, como a Diabetes ou a Hipertensão. A detecção precoce de disfunção renal permite uma intervenção terapêutica dentro do tempo, diminuindo lesões renais que só são clinicamente perceptíveis quando o rim já perdeu 30% a 40% da sua função.
A taxa de filtração glomerular é calculada a partir da concentração da creatinina no sangue. Esta estimativa pode ser confirmada mediante a “depuração da creatinina”, conjugando deste valor com a determinação dos níveis de creatinina na urina de 24