Controle estatístico do processo
Para Ribeiro e Caten (2001), um produto de qualidade é aquele que satisfaz o cliente em todos os aspectos: preço, prazo de entrega, desempenho, durabilidade, etc. Cada produto possui um número de elementos que, em conjunto, descrevem a sua qualidade. Esses elementos são freqüentemente chamados de características da qualidade.
Essas características podem ser de diversos tipos: físicas, tais como comprimento, peso, dureza, resistência; sensoriais, como aparência, cor, sabor; ou relacionadas ao tempo de uso, como manutenção e confiabilidade.
O CEP, ou Controle Estatístico do Processo, é uma técnica estatística aplicada à produção que permite a redução sistemática da variabilidade nas características de interesse, contribuindo para a melhoria da qualidade intrínseca, e também auxiliando no aumento da produtividade e na redução de custos.
O CEP é um sistema de inspeção por amostragem, operando ao longo do processo, com o objetivo de verificar a presença de causas especiais, ou seja, causas que não são naturais ao processo e que podem prejudicar a qualidade do produto manufaturado. Uma vez identificadas as causas especiais, podemos atuar sobre elas, melhorando continuamente os processos de produção e, por conseguinte, a qualidade do produto final.
O CEP possibilita um controle eficaz da qualidade, feito pelo próprio operador, em tempo real. Isso aumenta o comprometimento do operador com a qualidade do que está sendo produzido e libera a gerência para os projetos de melhorias.
Variabilidade, Causas Comuns e Especiais
A variabilidade está sempre presente em qualquer processo produtivo, independente de quão bem ele seja projetado e operado. Se compararmos duas unidades quaisquer, produzidas pelo mesmo processo, elas jamais serão exatamente idênticas (RIBEIRO E CATEN, 2001).
Contudo, a diferença entre peças pode ser grande, provocando o aparecimento de produtos defeituosos, ou pode ser praticamente imperceptível. Além disso, as fontes